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A importância da Sucessão nas Empresas Familiares

Atualizado: 11 de mai. de 2022



A liderança na empresa familiar em geral é exercida pelo carisma do fundador, idealizador a empresa, que deu o sangue para o seu desenvolvimento e crescimento e suas crenças e ideais integram a cultura da empresa. No entanto, para a continuação desse seu legado, o processo de sucessão empresarial é fundamental, embora seja o calcanhar de Aquilles das empresas familiares na sua perpetuação pelas gerações seguintes. Muitas empresas não se preparam para o momento fatal em que o sócio fundador repentinamente é acometido com uma doença grave, incapacitante ou até mesmo um falecimento repentino.


Não é uma tarefa simples para os sucessores, sejam eles herdeiros ou sócios profissionais se depararem com um situação imprevisível, no qual o gestor líder da empresa que sempre centralizou todas as decisões e gerenciou com um estilo próprio, paternalista sem um planejamento sucessório, agora venham assumir o papel de novo líder. O novo sucessor irá se deparar com obstáculos culturais, familiares e organizacionais da empresa.

Os herdeiros sucessores precisam estar preparados para assumir seu novo papel de liderança na empresa. Porém, quando esse processo não é planejado abala o equilíbrio, a situação de conforto, de uma situação sólida construída ao longo dos anos aos integrantes da família empresária.

A sucessão é um processo responsável pela perpetuação da empresa como um negócio economicamente viável. Ela não é um desafio pessoal e sim um trabalho de planejamento coletivo em que o seu patrimônio deve ser visto por meio de uma perspectiva de crescimento de continuidade da empresa. Esse processo de ser cuidadosamente trabalhado para que as decisões tomadas não sejam prematuras ao ciclo do processo sucessório e não resultem em conflitos familiares.


Os conflitos familiares são carregados de emoção e quando não são bem cuidados podem invadir a gestão empresarial podendo trazer danos irreversíveis à empresa familiar. Para que o processo de transição de uma estrutura familiar para estrutura mais profissional se dê de forma harmoniosa é de fundamental importância que se cuide da comunicação . A comunicação de uma família empresária é carregada de sentimentos que se misturam com os negócios. O fundador muitas vezes é centralizador, não tem intenção de passar a direção para seus filhos e os filhos por sua vez, também não falam sobre sua decisão de não dar continuidade ao trabalho de seus pais. É como se criasse uma agenda oculta que não é tratada e com o passar do tempo, pequenos silêncios vão tomando forma de mágoas, tabus e segredo. Então, a falta de diálogo impede uma tomada de decisão consciente impedindo mudanças necessárias para o crescimento da empresa.


Para que as empresas familiares possam se perpetuar pelas próximas gerações é importante que o sócio fundador possa tomar consciência de que precisa planejar a sua sucessão e garantir que seu legado construído com tanto esforço tenha continuidade. O mercado vem se adaptando as novas mudanças tecnológicas e socioculturais e se faz necessário que as empresas familiares se reinventem para continuarem a existir. Novos modelos de governança se fazem necessário, desenvolvimento de novas habilidades de gestão, de liderança e processos. Em paralelo a tudo isso é importante desenvolver um plano sucessório que contemple todos os membros da família e suas especificidades, competências e nivelar as expectativas e desejos de cada um, além dos aspectos patrimoniais e legais.


Muitos são os aspectos a serem analisados para que esse processo de sucessão empresarial possa se dar de forma mais branda e planejada, minimizando os possíveis conflitos familiares e empresarias com o fim de não atingir a organização como um todo. Uma consultoria sistêmica em gestão de conflitos com o foco no planejamento de uma sucessão empresarial pode ajudar as empresas familiares a prevenir e gerir melhor esse processo sem afetar a continuidade da empresa.


A importância de se buscar um especialista em conflitos familiar-empresarial para poder conduzir o processo sucessório, de continuidade da empresa é fundamental pois se tornaria mais difícil um membro da familiar ter legitimidade perante o seu núcleo para conduzir de forma neutra esse projeto. Um terceiro imparcial capacitado em gestão de conflitos seria um facilitador do processo e poderia utilizar de uma mediação, conciliação ou outros meio de facilitação híbrido para conduzir o trabalho e seu conflito inerentes, por meio de um diagnóstico sistêmico da empresa familiar e de seus membros.

Autora: Andrea Viegas (@construindodialogos)

Imagem: Pexels

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